22 de Abril de 1992. Campinas, São Paulo. Uma vontade de fazer melhor e diferente nunca saiu da minha cabeça. Aquela inquietude e a inconformidade com a ausência de conhecimento alheia sobre o que eu já praticava, e sabia que dava resultados, sempre foi algo fortemente presente na minha vida.

Com dez anos eu adorava brincar de professora e de dona de loja – vendia de tudo! De roupa até frutas.

Se algo já era amplamente conhecido como certo, tinha uma “receita de bolo”, eu gostava de ir lá e fazer dar certo de um jeito diferente. Claro que muitas vezes eu ouvia um “não te disse que era para fazer do meu jeito?”, e outras simplesmente não dava certo mesmo.

Uns chamam de teimosia, mas eu chamo de praticar a melhoria contínua e a inovação – mas quando eu tinha meus dez anos, naquela época, o significado das palavrinhas mágicas ‘metodologia’ ou ‘processos’ não tinham aparecido na minha vida.

Vou te dar um exemplo.

Sempre busquei minha independência em tudo, pedi aos meus pais para trabalhar aos 15 anos (como caixa na C&A), e logo cedo comecei a cozinhar o que eu gostava de comer. Sem esperar que alguém fizesse isso por mim. Macarrão disso, omelete daquilo, e fui evoluindo.

Minha mãe me ensinava algumas técnicas básicas, como tipo e quantidade de tempero, tempo médio de cozimento, se precisava deixar de molho. Enfim, ensinava a operação do fogão, o que era isso e aquilo – sempre na prática.

Mas claro, existiam aquelas receitas suuuper tradicionais, que a mãe dela, minha avô fazia daquele jeito, ficava bom, todos adoravam e tal.

Esse é o ponto que quero contar para vocês.

Eu nunca me conformei com essa história de “tradição”. Me perguntava: “Se a minha avó fazia aquele cozido há 50 anos dessa maneira, dessa mesma forma, com TODA certeza já existe uma maneira de fazer diferente, mais prática, rápida, fácil – e porque não, saborosa, também. Era óbvio que sim – na minha cabeça isso sempre tido como certo.

Só que, claro, que eu não tinha a menor ideia de como chegar nisso, como argumentar.

Então, o que fazer? Começava a testar. Empiricamente eu comecei produzir meus próprios argumentos com base na minha experiência – e sabor dos pratos.

Escolhia fazer uma (ou mais) ações diferentes, mais ou menos tempo e panelas, ingredientes diferentes – ADORO colocar uma matéria prima nova!

Se dava certo? Às vezes sim, e muitas vezes não.

Era ruim?

Para minha mãe era!! Um desastre de dar escândalo, brigava comigo por que não tinha saído do jeitinho dela – o que sempre foi impossível, pois eu sou uma pessoa diferente dela, mesmo seguindo ‘receitas’.

Mas um dia eu estava em casa sozinha com minhas irmãs. Sou a mais velha de três mulheres. Tinha meus 12 ou 13 anos. Pais trabalhando e a fome chegando.

Resolvi me aventurar novamente na cozinha. Aventurar, pois ali sempre foi um vasto campo em que eu literalmente testava aquilo que minha intuição me dizia para fazer. Aquela folha em branco! Sem medo. Ali eu sempre arrisco com frequência.

Minha mãe tinha acabado de ligar dizendo que teria uma consulta médica e que iria demorar. “Filha faça arroz para acompanhar o que já tem na geladeira”.

Era a minha deixa. ARROZ. Ela só disse arroz E PONTO. (!!!!! :o)

Não falou se era com cebola, alho ou nada mais.

Que delícia! Por dentro eu vibrava com as possibilidades mil que me abriam com aquela oportunidade de inovar, inventar algo diferente. Essa sensação me energiza e estou em busca dela sempre que estou respirando. ????

Sempre gostei daquele arroz colorido, cheio de sei lá o quê. Hoje também conhecido como risotos e arroz a grega. Que seja.

Mas EU queria inventar o MEU risoto, o meu ‘arroz a grega – mesmo que eu não soubesse ao certo como ele era’.

Seria como? Olhei nos armários para ver o que tínhamos de matéria prima, ingredientes disponíveis, já que não poderia ir ao mercado buscar nada novo.

Minha satisfação era criar, inventar algo que fosse saboroso, matasse nossa fome e as pessoas olhassem e tivessem uma surpresa agradável. “Como eu nunca pensei nisso antes?” Era o que sempre esperava ouvir, mas nem sempre acontecia.

Sempre em busca daquele famoso “WOW!”.

Surpreender as pessoas é algo que me desafia. A satisfação de surpreender alguém é fantástica.

Juntei na panela: Cebola ralada.

Alho amassado, Azeite, sal,

Arroz branco, arroz integral, Milho, ervilhas, Cogumelos.

Água quente.

Juntei tudo e fiz o arroz. Sem queimar, quentinho. Missão cumprida, certo?

ERRADO.

Me lembro da expressão que a minha mãe fez ao abrir a panela.

“O que é isso, VIVVVIIIIIIII?????” Quase em um berro de inconformidade absoluta.

Arroz, eu disse. Meu arroz.

Mas eu não te pedi para colocar todas essas coisas – ela disse.

Só que ela não tinha pedido para não colocar, não especificou nada, me deixou livre!!

Na cabeça dela arroz só poderia ser aquele branco, com alho e cebola, sal e acabou.

E tinha agravantes.

Ela detestava milho na comida – soube naquele dia. O arroz integral não cozinhou o suficiente, pois o arroz branco fica macio bem antes dele.

Em resumo, naquela época isso foi um desastre. Eu não sabia fazer arroz, pronto.

Minha inovação não foi reconhecida nem valorizada. Chateei.

Situações como essa se repetiram diversas vezes. Em muitos cenários distintos.

Comecei a acreditar por anos a fio que muita coisa não poderia ser diferente, e inovei: parei de ousar e me arriscar.

Me fechei, bloqueando esse potencial que todos temos.

Fiz diversos tipos de terapia – comportamental, junguiana, transpessoal, entre outras. Trabalhei muito, (virei mãe) estudei mais, tive promoções, e até fui reconhecida sim pelo meu trabalho, diversas vezes.

Pronto, acreditei que tinha me adaptado, me encaixado do jeito que o mundo queria que eu fosse.

Mas como tudo que não vem da essência, esgotou. O mindset mudou, eu amadureci e trintei.

Tudo isso aconteceu quando meu filho mais novo estava chegando e eu já estava decidida a ter um parto natural, sem cortes ou anestesias – fazer o oposto do que (não) fiz quando minha primeira filha nasceu.

A experiência me transformou e me lembrou da minha própria força. Daquilo que eu sou e somente eu tenho. Minha essência.

Depois dessa experiência eu não consegui mais ser ou me ver da mesma maneira. Nem no cargo, nem na mesma empresa.

Eu tinha muitas ideias próprias, convicções que não foram em muitas vezes ouvidas.

E essa tem sido minha jornada desde 2015 – Ajudar empresas de tecnologia e negócios inovadores a construírem (ou renovarem) seu posicionamento na internet por meio da publicação de conteúdo relevante e relacionamento com o cliente ideal.

Startups? “Mas o que as startups tem relação com tudo isso?” você deve estar se perguntando.

Tudo!

Um startup é uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. Por ser jovem e estar implantando uma ideia no mercado, outra característica dos startups é possuir risco envolvido no negócio.

Mas, apesar disso, são empreendimentos com baixos custos iniciais e são altamente escaláveis, ou seja, possuem uma expectativa de crescimento muito grande quando dão certo. Algumas empresas já solidificadas no mercado e líderes em seus segmentos, como o Google, a Yahoo e o Ebay, também nasceram startups. Essas empresas, normalmente de base tecnológica, com produtos ou serviços ESCALÁVEIS, possuem um espírito empreendedor intrínseco na operação, e uma constante busca por um modelo de negócio inovador.

Com ajuda da tecnologia tudo isso (e mais) é possível.

Como trabalhei com empresas desse mercado por quase dez anos, me apaixonei pelo que a tecnologia é capaz de transformar em nossas vidas.

Ela sempre está em busca de melhorias, construir reputação, com aquela necessidade de inovar, e fazer diferente. MATCH total. Identificação 100% comigo e com a minha essência.

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