Você já parou para pensar no quanto uma postura competitiva pode ser de fato produtiva? O mercado para o universo das startups, por exemplo, é cada vez mais concorrido. A tecnologia e a criatividade para os novos aplicativos, plataformas ou ferramentas parecem não ter limites.

Entretanto, cada um deles pode ser único em sua proposta e posicionamento. Há espaço para todos, e algumas startups parecem já ter entendido tais benefícios. Basta conhecer bem seu mercado alvo e saber desenvolve-lo com ajuda do marketing estratégico.

Recentemente participei de uma reunião em que havia na mesma mesa pelo menos três concorrentes diretos. Entre eles estava um convidado, que pego de surpresa, estava prestes a entregar ‘o ouro’, bem como alguns de seus maiores segredos a seus possíveis concorrentes diretos.

Diante de uma situação dessas o que fazer?

Para ele, que é uma pessoa do universo comercial e de vendas, seria produtivo cancelar ou limitar demais as informações apresentadas? Não necessariamente.

Sabiamente ele escolheu praticar o desapego, e a construção do conhecimento de forma colaborativa, em conjunto com os presentes. Seguiu seu roteiro, falou abertamente e com tranquilidade inclusive respondendo às perguntas mais diretas e específicas, e com muito bom humor.

Entendo que é muito mais saudável e enriquecedor manter essa segunda postura. Afinal, entre profissionais, o conhecimento nunca é idêntico. As percepções e olhares sempre serão únicos, de cada indivíduo, com sua respectiva bagagem.

Por mais que profissionais de uma mesma área ou especialidade tenham conhecimentos ou experiências similares, os olhares e vivencias são únicos e pertencem à cada um. Todos podem agregar de alguma maneira, se esse for o desejo.

Dessa forma, o compartilhamento autêntico e sincero, ajuda na construção de um conhecimento maior, mais analítico e crítico, traz apenas benefícios a todos envolvidos. Todos crescem. Acredito que manter esse olhar e reduzir a postura competitiva todos podem sair ganhando.

A competição acirrada pode trazer benefícios imediatos, mas dificilmente recorrentes e duradouros. Ela compromete, a longo prazo, relacionamentos com seu público, com clientes – todos stakeholders.

O jogo das competições cada vez mais agressivas no universo corporativo, e a visão de escassez muito presente como no momento em que vivemos de recessão também podem ser prejudiciais. Entendo que todos, de alguma forma, podem ter seu espaço. Basta (querer) entender e estudar seu público, e saber quem ele é de fato. E isso dá trabalho.

Lembra de uma brincadeira de criança chamada dança das cadeiras? Aquela em que dançamos ao redor das cadeiras, mas na verdade não há assentos para todos. E, quando a música pára, todos sentam, menos um. O indivíduo (vagaroso) que ficou sem lugar, que marcou bobeira perde é eliminado. Injusto? Muitos diriam que sim.

 E nessa visão míope de escassez, o mercado se comporta como se não existissem cadeiras para todos. Pois na verdade existem. Mas nem todos sabem enxergá-las.

Na verdade, essa prática da ‘brincadeira’ da dança das cadeiras não se sustenta a longo prazo, não constrói.

Apesar disso, está se alastrando rapidamente a visão empreendedora, e ela desperta as pessoas para este olhar: “Onde será que está a minha cadeira?”

O estudo, e a prática de competências relacionadas a marketing e empreendedorismo elucidam essa postura, tornando possível enxergar essa tal cadeira. Na pior das hipóteses, é uma bela oportunidade de ser construída uma cadeira nova! Mas é preciso saber exatamente como você deseja que a sua cadeira seja.

Desejo que você saiba enxergar a sua ‘cadeira’ (carreira?). Ou que esteja engajado o suficiente para construir a sua própria, na medida dos seus sonhos, e do legado que deseja deixar para o mundo.

*Vivian Lopes é jornalista apaixonada por comunicação empresarial, tecnologia e educação. Adora produzir conteúdo analítico que foge do ‘tecnês’.
Fundadora da V.Content Consultoria e Produção de Conteúdo, já trabalhou com agronegócios, recursos humanos, atendimento ao cliente, desenvolvedoras de softwares, educação e indústria petroquímica (ufa!).
Trabalha há quase dez anos com estratégias + operação de assessoria de imprensa e comunicação interna. Atualmente está focada em se aprofundar no universo do marketing de conteúdo e seus desdobramentos, concluiu recentemente seu MBA em Gestão de Marketing.
 

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